terça-feira, 3 de setembro de 2013

Médicos cubanos e hipocrisia



Não vou nem comentar as teorias da conspiração feitas em cima do fato dos médicos cubanos serem comunistas, mas quero dar meus dois centavos sobre Cuba:

- Primeiro, aos que louvam o socialismo cubano, lembro que Cuba já não é mais um estado socialista no sentido que pensamos no socialismo de Mao ou Stalin,  até a propriedade privada privada já é permitida por lá.

- Depois, aos que estão adorando as atitudes do governo, vou lembrar que o governo mais o CFM adoram criar reserva de mercado para os médicos, que o próprio governo tentou suspender a abertura de cursos de medicina por 10 anos, em resumo, é o grande responsável pela falta de médicos do país, juntamente com  o Conselho Federal de Medicina;

- Aos que odeiam Cuba: A história mostra que os regimes socialistas caem pela própria incapacidade de gerir os recursos e pela fuga das melhores mentes do país, que são os explorados economicamente desse sistema. O que nos podemos fazer é ajudar as pessoas que queiram sair do país a faze-lo, pois na verdade o problema desse regime não é o socialismo propriamente dito, mas a adesão obrigatória ao sistema, ou seja, um autoritarismo. Se estes médicos estão satisfeitos com o que têm, eu não tenho  a menor autoridade para dizer como eles devem viver suas vidas.

- Por fim, aos que estão reclamando do governo Cubano ficar com a maior parte da remuneração destes médicos (e cada fonte fala de uma porcentagem diferente): quanto é que um trabalhador brasileiro que ganha 10 mil reais por mês tem que pagar de impostos ao governo? Bom se a empresa gastar 10 mil reais, depois dos impostos o salário bruto do empregado vai ser de mais ou menos R$ 6550,00, mas esse empregado vai pagar 720 de INSS, e vai pagar mais 910 reais de imposto de renda, então vai embolsar mesmo R$ 4920,00, e quando for gastar esse dinheiro vai pagar impostos embutidos em qualquer palito de dente. Moral da história: os que ficam bancando de capitalistas para os cubanos são um bando de hipócritas, nosso país está muito longe de dar lição de moral sobre capitalismo para alguém.





Como ser autoritário e parecer bonzinho

http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/maconha-faz-mal-sim-quem-afirma-e-a-medicina/

Observem a lógica oculta do discurso: algo é ruim para sua saúde, então se você faz isso então eu posso te obrigar a não fazer isso.

O problema novamente não é a pessoa em questão ser contra o uso de maconha, mas sim ela ser autoritária, ela acreditar que por sabe-se lá quem iluminação divina, ela tem legitimidade para mandar na vida particular dos outros.

Particularmente eu vejo algum motivo para um a pessoa apoiar a atual politica de drogas:

- A pessoa pode ser um traficante que prosperou no mercado ilegal por meio da força e da corrupção de autoridades;

- Pode ser talvez uma autoridade corrupta que ganha muito dinheiro de "arrego";

- Pode ser alguém que trabalha no sistema judiciário penal que depende desses crimes para garantir seu emprego;

Mas se não for nada disso, só pode ser um idiota mesmo.

Carpe Diem

"Antes, a questão era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado." Camus , Albert

Criticos do bolsa familia, onde estão vocês?

Pobreza afeta capacidade mental das pessoas, segundo estudo

Os esforços para enfrentar problemas materiais básicos esgotam a capacidade mental das pessoas pobres, o que as deixa com pouca energia cognitiva para se dedicar à sua educação, destacou um estudo publicado esta quinta-feira nos Estados Unidos.
Esta mobilização de capacidades cerebrais para superar situações estressantes, como a incógnita de saber se haverá dinheiro suficiente para alimentar a família ou pagar o próximo aluguel, pode representar uma redução de 13 pontos no coeficiente intelectual (CI) de uma pessoa, isto é, uma queda de 10% com relação à média da população.
Uma diminuição deste tipo das capacidades mentais equivale àquela que um indivíduo sofre ao perder uma noite de sono, explicaram os cientistas, cujo estudo foi publicado na revista americana Science.
"Para muitos pobres, estes problemas se tornam tão persistentes que é difícil se concentrar em outras coisas como educação, formação profissional ou inclusive a organização do tempo", explicou Sendhil Mullainathan, economista da Universidade de Harvard, um dos principais autores do estudo.
"Isto não significa que os pobres sejam menos inteligentes que os demais, mas que a pobreza mobiliza muita energia mental", insistiu. "É como um computador que é lento porque está carregando um vídeo longo demais".
"A pobreza costuma ser vista como resultado de fracasso pessoal ou a consequência de ter sido criado em um ambiente desfavorável, mas nosso estudo mostra que a falta de recursos financeiros pode, por si só, deteriorar as funções cognitivas", disse Jiayingt Zhao, professor adjunto de psicologia da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá.
Para este estudo, os cientistas fizeram experimentos com 400 pessoas escolhidas ao acaso em um centro comercial de Nova Jersey (leste dos EUA) entre 2010 e 2011, com renda anual média de 20.000 a 70.000 dólares.
= Aliviar preocupações =
Os cientistas submeteram os participantes, divididos em dois grupos, um formado por ricos e outro por pobres, a situações diferentes, como ter que fazer um grande conserto no carro (ao custo de 1.500 dólares) ou pagar uma conta muito mais barata (150 dólares), e os submeteram a testes cognitivos e de controle.
Confrontados a problemas financeiros facilmente superáveis, os pobres obtiveram resultados comparáveis aos ricos nestes testes. Mas com problemas econômicos onipresentes, os menos favorecidos registraram resultados claramente inferiores às provas, com uma diferença de até 13 pontos de CI.
Os autores do estudo repetiram este experimento na Índia com agricultores que cultivavam cana-de-açúcar e que recebiam o fruto de seu trabalho uma vez por ano. Eles comprovaram que ficavam mais ricos um mês depois da colheira e muito pobres um mês antes de terminar seus ganhos do ano anterior.
Quando submetidos aos mesmos testes cognitivos feitos pelos grupos de Nova Jersey, os agricultores indianos vieram aumentar seu CI em quase 10 pontos depois da colheita em relação ao mês anterior, afirmaram os cientistas.
Os resultados destes trabalhos poderiam ter implicações no campo das políticas sociais e inspirar soluções para problemas vinculados à pobreza, sem aumentar ao contrário a quantia de ajuda financeira. Segundo eles, se trataria sobretudo de atender às preocupações que fazem reduzir a carga cognitiva dos pobres.
"Um dos grandes desafios nos Estados Unidos para as famílias de baixos rendimentos é encontrar uma creche para seus filhos", informou à AFP Eldar Shafir, professor de psicologia da Universidade de Princenton, outro co-autor do estudo.
"É um enorme peso sobre suas capacidades mentais que, se não existisse, permitiria a estas pessoas ir trabalhar e aumentar seu CI", avaliou, destacando que "o sistema de apoio aos pobres está mais desenvolvido na Europa" do que nos Estados Unidos.

Fluxograma para não ser idiota em um debate


Old but gold