Eu quero compartilhar a insatisfação do professor Rodrigo Augusto Prando:
Tenho nos últimos tempos, me impressionado com a qualidade do debate de ideias no Brasil. Em verdade, da falta de qualidade ou o que é pior, da ausência de um debate sério e fundamentado. Não faz muito tempo, dois professores – Demétrio Magnoli e Luiz Felipe Pondé – foram, na Festa Literária Internacional de Cachoeira, impedidos, por um grupo de cerca de 30 indivíduos, de falar, de apresentar suas ideias. Outro episódio que merece destaque foi o da jornalista Miriam Leitão que, em artigo publicado, fez referência a outros dois articulistas frequentes na mídia: Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino.
Nesta seara de personagens, podemos sem problemas incluir nomes como Marilena Chauí, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi, entre tantos outros. Alguns estão à direita ou à esquerda do espectro político, podem ser liberais, conservadores ou mesmo reacionários. O que há em comum entre eles? Todos têm sido alvos das mais variadas formas de violências sejam simbólicas ou até mesmo físicas. Estamos diante de uma realidade empobrecedora do diálogo, da discussão de ideias, da argumentação pautada em fatos, enfim, de uma boa análise crítica. Tem sido comum a agressividade. São agressivos os indivíduos conectados em rede e são agressivos os grupos que, presencialmente, querem impedir que o “outro” possa expor suas ideias.
O que me preocupa no Sr. Olavo é que ele é lider de um grupo de ódio anticomunista. Bom, a história diz que quando esses grupos tomam força trazem uma ditadura consigo, uma ditadura necessária para nos salvar dos comunistas.
A criação de um inimigo genérico e impreciso a ser combatido é das desculpas mais antigas para justificar-se ditaduras. Os socialistas soviéticos precisavam enfrentar a "burguesia", os nazistas precisavam enfrentar os judeus, e nossos ditadores positivistas precisavam combater o comunismo. Os autoritarismos podem mudar de ideologia mas no fundo não são tão diferentes....
Ok, eu ja li coisas boas nos textos do Olavo de Carvalho, mas isso não significa serem ideias originais dele. O fato é que Olavo bebeu em boas fontes como Mises e Locke mas esta sua herança encontra-se bastante distorcida por teorias da conspiração e valores puramente religiosos.
A leitura de Mises é infinitamente mais gratificante.
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